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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Golf MK3

A terceira geração do Golf foi lançada na Europa no final de 1991, porém em países como o Brasil e os Estados Unidos, eles só chegaram em 1994. No período compreendido de 1993 até 1995, foram chamados de "Golf III", para mostrar que eram um carro diferente da versão anterior, visto que eles tinham altos preços de seguro, por causa da falta de segurança, problema esse que a terceira geração visava resolver. Quando o público se ambientalizou à diferenciação, o sufixo foi removido do nome, nos idos de 1996. Hoje em dia, a nomenclatura MK3 serve apenas para diferenciá-lo das outras gerações, não fazendo parte do nome do veículo em si.

Versões

Interior do Golf GL.
No Brasil, cinco versões dessa geração foram comercializadas: o GLi, dotado de quatro portas e de um motor 1.8i com injeção monoponto, versão alemã de importação; O GLmi, também dotado de quatro portas e com um motor 1.8L com injeção multiponto; o GLX, também com quatro portas, porém um pouco mais requintado, com outras opções de acabamento interno, opcionais (como o teto solar elétrico), e um motor 2.0l, também com injeção multiponto; e os GTis. Esses modelos tinham um apelo mais esportivo, explicitado pelas duas portas, faróis e lanternas diferenciados, bancos mais envolventes, e as duas opções de motorização: um 2.0 8v dotado de fluxo cruzado de admissão (cross-flow ou X-flow) e um 6 cilindros com 2.8l e 172cv, chamado de VR6, que também equipava os Volkswagen Passat VR6 B4. Esse motor era capaz de levar o Golf MK3 a uma velocidade final de 222 km/h, impressionante para um hatchback dos anos 90, superando seus principais rivais.

Fora do Brasil

Algumas variantes do Golf MK3 só estiveram disponíveis em outros países.

Jetta / Vento

Um três volumes baseado na mesma plataforma, chamado nos EUA de Jetta e na Europa de Vento era um deles. Apresentava as mesmas opções de motorização e, em alguns momentos, foi até mais popular que o projeto que serviu de base;

Golf Variant

Uma estate (perua) foi disponibilizada pela primeira vez, criada para competir com Ford Escort, Opel Astra, entre outros, que já tinham representação nesse segmento;

Cabrio

Existiu também um Golf MK3 conversível, conhecido como Cabrio. Ele veio para substituir o Golf MK1 Cabrio, já que o MK2 não teve essa versão.
Golf MK3 Cabrio GLS.
O Golf MK3 foi um dos responsáveis pelo aumento do interesse nos motores diesel em carros pequenos que acometeu a Europa no final dos anos 90, quando a Volkswagen introduziu, em 1993, o Golf TDi, com um motor diesel sobrealimentado de 89cv. Em 1996, o motor TDi cresceu para 1.9l, aumentando a potência para 108cv e provando que motores a diesel poderiam ser fortes, econômicos e duráveis. Característico de motores diesel, o torque do TDi vinha cedo, apresentando 235Nm @ 1900rpm. Existiu, também, uma versão aspirada naturalmente (sem turbo) do motor 1.9l movido a diesel, chamada de SDi. Ela oferecia 63cv, e foi usada para equipar o Cabrio GLS, e ficou famosa pela sua durabilidade.
Da mesma forma que aconteceu nas gerações anteriores, o Golf MK3 continuou disponível em outros países, mesmo depois de sair de linha na Europa. Em muitos deles, era possível encontrar o MK3 junto com o seu sucessor, o Golf MK4, nos showrooms das concessionárias.

Especiais

Ecomatic

Na Europa, o Golf Ecomatic era equipado com um motor diesel e um câmbio semi-automático, que dispensava a embreagem. Para trocar as marchas, bastava tirar o pé do acelerador. Nesse modelo, o motor era desligado após 1.5seg de inatividade, para aumentar a eficiência. Para religá-lo, bastava pisar no acelerador. Essa tecnologia foi inaugurada no Polo, na década de 80 e é usada até hoje em outros modelos da linha da VW.

20th Anniversary GTi

Em 1996, para comemorar os 20 anos da franquia GTi, a Volkswagen produziu 1000 unidades de um Golf que, apesar da mesma motorização dos outros GTis, trazia muitas outras exclusividades. Eles estavam disponíveis em 3 e 5 portas, e era equipado com bancos Recaro quadriculados com o emblema GTi bordado, cintos de segurança vermelhos, a clássica manopla de câmbio em formato de bola de golf, coifas e volante com costura vermelha. Os detalhes vermelhos abrangiam os tapetes, os frisos externos, e pinças de freio. As rodas eram BBS RX II 16" x 7,5", semelhantes as de 15" que equipavam os VR6. Além de tudo isso, o modelo ainda contava com ponteiras duplas cromadas, e faróis de neblina e repetidores escurecidos. Os únicos três opcionais eram o teto solar, o ar-condicionado e uma pintura preta metálica. O preço do seguro era o mesmo do GTi convencional, e isso despertou ainda mais o interesse no modelo. Seis cores foram disponibilizadas e, dos 1000, 600 tinham motor 8v, 150 tinham 16v, e 250 vinham com o motor TDi, sendo que esse último só foi vendido no mercado europeu, com exceção do Reino Unido.

Harlequin

O Golf Harlequin, parte da Design Séries, foi criado pela Volkswagen para ser exibido em eventos e exposições. Porém, devido ao apelo do público, um número limitado deles foi disponibilizado. Acredita-se que entre 264 e 275 tenham sido produzidos. Existiram 4 "cores base": Chagall Blue, Tornado Red, Ginger Yellow e Pistachio Green, que eram determinadas pela cor da coluna C e do teto do carro.
Golf Harlequin (Ginster Yellow).
Eles eram produzidos numa única cor e, depois de prontos, as partes eram trocadas, o que possibilitou uma grande variedade de combinações. Alguns Harlequins encalharam nas concessionárias, e acabaram sendo pintados de uma cor sólida. Hoje, muitos entusiastas desse modelo procuram pelos Harlequins que foram pintados, usando como referência números de chassis e o estofamento, que era diferenciado nesse modelo, representando as quatro cores que o fizeram famoso.
Infelizmente, nunca foi encontrado nenhum exemplar verdadeiro do Golf Harlequin no Brasil, porém, três réplicas foram feitas e andam em terras Tupiniquins. Duas réplicas foram feitas usando como base a cor Pistachio Green,e os modelos escolhidos foram os Golf GL 1995 1.8 tendo esse todos os acessórios que equipam a versão original,e Golf GLX 1998 2.0 MI; ambas rodam pelas ruas das cidades de Santos e São Paulo respectivamente. Já a outra réplica foi feita com base na cor Chagall Blue,o modelo escolhido foi um Golf GL 1996 1.8 e roda pelas ruas de Curitiba.
CoresTornado
Red
Ginster
Yellow
Pistachio
Green
Chagall
Blue
Exemplo da cor    
Código da corLY3DL132LD6DL5D5

European Tour

Golf Bon Jovi.
Nos anos 90, a Volkswagen patrocinou turnês européias de três grandes bandas e, para promover essa ação, lançou três edições comemorativas: O Golf Pink Floyd Edition (1994), o Golf Rolling Stones Edition (1995), e o Golf Bon Jovi Edition (1996).

Tabela de Motorização

NomeCilindradaEngineCombustívelPotênciaTorqueCódigo0–100 km/hAnos
1.41390 cc4cilGasolina60 hp @5200 rpm107Nm @2800-3200 rpmABD16.31991-1995
1.41391 cc4cilGasolina60 hp @4700 rpm116Nm @2800-3200 rpmAEX/APQ15.91995-1997
1.61598 cc4cilGasolina75 hp @5200 rpm125Nm @3400 rpmABU 1992-1994
1.61598 cc4cilGasolina75 hp @5200 rpm126Nm @2600 rpmAEA 1994-1995
1.61598 cc4cilGasolina75 hp @4800 rpm135Nm @2800-3600 rpmAEE13.41995-1997
1.61595 cc4cilGasolina100 hp @5800 rpm{135Nm @4400 rpmAEK 1994-1995
1.61595 cc4cilGasolina100 hp @5800 rpm140Nm @3500 rpmAFT/AKS11.21995-1997
1.81781 cc4cilGasolina75 hp @5000 rpm140Nm @2500 rpmAAM/ANN14.21991-1997
1.81781 cc4cilGasolina90 hp @5500 rpm145Nm @2500 rpmABS/ADZ/ANP12.11991-1997
2.01984 cc4cilGasolina115 hp @5400 rpm166Nm @3200 rpm2E/ABA/AGG9.91991-1995
2.0 16v1984 cc4cilGasolina150 hp @6000 rpm180Nm @4600 rpmAbf8.11993-1997
2.8 VR62792 ccVR6Gasolina174 hp @5800 rpm235Nm @4200 rpmAAA7.61991-1997
2.9 VR62861 ccVR6Gasolina190 hp @5800 rpm245Nm @4200 rpmABV7.11994-1997
1.9 D1896 cc4cilDiesel64 hp @4400 rpm124Nm @2000-3000 rpm1Y17.61991-1997
1.9 SDi1896 cc4cilDiesel64 hp @4200 rpm125Nm @2200-2800 rpmAEY17.61995-1997
1.9 GTD1896 cc4cilDiesel75 hp @4200 rpm150Nm @2400-3400 rpmAAZ15.11991-1997
1.9 TDi1896 cc4cilDiesel90 hp @4000 rpm202Nm @1900 rpm1Z12.81993-1996
1.9 TDI1896 cc4cilDiesel90 hp @4000 rpm210Nm @1900 rpmAHU12.51996-1997
1.9 TDi1896 cc4cilDiesel110 hp @4150 rpm235Nm @1900 rpmAFN11.01996-1997

mini V8 chevrolet funcional

O mundo do automodelismo, maquetes eminiaturas é sensacional. O mundo dosmotores V8 é sensacional. A era clássica daChevrolet é sensacional. Que tal unir isso tudo em apenas uma máquina, mostrada num vídeo? É exatamente isso que você vai assistir (e principalmente ouvir) agora, conferindo o funcionamento deste mini-motor V8 Chevrolet!
O ronco realmente ficou bem interessante e é muito bacana ver entusiastas criando verdadeiras obra-primas como esta. Observando as imagens, é provável que você note a posição inadequada do distribuidor, mas esse é apenas um detalhe. O mais legal é admirar e ver como funciona de um jeito incrível.
Aliás, dá para imaginar uma infinita possibilidade de uso desse motor, não acha? Na sua opinião, onde você o colocaria para funcionar este mini-motor V8 Chevrolet? Veja agora o vídeo e comente! Eu curti demais!

novo emprego

Caros leitores.
 Fiquei muito tempo sem entrar no blog,neste breve período arrumei emprego na Hyundai CAOA .
 Estou muito feliz o salario é bem melhor, a equipe unida,Na unidade que estou que fica situada na av. anhaia mello sou mecânico da funilaria,ou seja o carro chega batido com eixo torto,motor e cambio danificados,etc.Eu tenho que fazer todos os serviços para o cliente sair satisfeito,gosto muito do que eu faço pois adoro desafios..


     Bom é isso logo estarei dando continuidade ao trabalho no blog..  

domingo, 5 de outubro de 2014

Historia da Gurgel

Gurgel Motores A cidade de Rio Claro, no interior de São Paulo, já sediou uma importante indústria nacional de automóveis que em 25 anos produziu utilitários, carros urbanos e até elétricos. Foi fundada em 1º de setembro de 1969 pelo engenheiro mecânico e eletricista João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, que sempre sonhou com o carro genuinamente brasileiro. Devido às exportações que sua empresa passou a fazer com o sucesso dos produtos, ele sempre dizia que sua fábrica não era uma multinacional, e sim "muitonacional". O capital era 100% brasileiro. Este homem dinâmico e de grandes idéias formou-se na Escola Politécnica de São Paulo em 1949 e, em 1953, no General Motors Institute nos Estados Unidos. Conta-se que, ao apresentar o projeto de um automóvel popular, o Tião, ao professor, teria ouvido: "Isto e coisa para multinacionais. Carro não se fabrica, Gurgel, se compra". Gurgel começou produzindo karts e minicarros para crianças. Em 1969 fundou a Gurgel Veículos, seu primeiro modelo foi um bugue com linhas muito modernas e interessantes. Chamava-se Ipanema e utilizava chassi, motor e suspensão Volkswagen. Gurgel sempre batizou seus carros com nomes bem brasileiros e homenageava nossas tribos de índios. Em 1973 chegava o Xavante, que deu início ao sucesso da marca. Este foi seu principal produto durante toda a evolução e existência da fábrica. De início com a sigla X10, era um jipe que gostava de estradas ruins e não se importava com a meteorologia. Sobre o capô dianteiro era notável a presença do estepe. Sua distância do solo era grande, o pára-brisa rebatia para melhor sentir-se o vento e a capota era de lona. Tinha linhas curvas, seguindo uma tendência dos bugues da época. Um par de pás afixadas nas portas chamava a atenção e logo anunciava o propósito do veículo. O jipe era equipado com a tradicional, simples e robusta mecânica Volkswagen refrigerada a ar, com motor e tração traseiros. O acesso ao motor nunca foi dos mais favoráveis: era feito por uma tampa estreita e não muito comprida. O chassi era uma união de plástico e aço (projeto patenteado pela Gurgel desde o início de sua aplicação, denominado Plasteel), que aliava alta resistência a torção e difícil deformação. A carroceria era em plástico reforçado com fibra-de-vidro (FRP). Conta-se que, na fábrica, existia um taco de beisebol para que os visitantes batessem forte sobre a carroceria para testar a resistência. Não amassava, mas logicamente o teste pouco comum era feito antes de o carro receber pintura. Pelo emprego destes materiais a corrosão estava completamente banida. A carroceria e o chassi formavam um só bloco. As rodas, as mesmas da Kombi, eram equipadas com pneus de uso misto. A suspensão, como no Fusca, era independente nas quatro rodas, em um conjunto muito robusto , mas na traseira a mola era helicoidal, em vez da tradicional barra de torção. Para subir ou descer morros não havia grande dificuldade. A carroceria tinha ângulo de entrada de 63 graus e 41 graus de saída. Além do Plasteel, outro recurso interessante do Xavante era o Selectraction. Tratava-se de um sistema movido por alavancas, ao lado do freio de estacionamento, para frear uma das rodas traseiras. Era muito útil em atoleiros, pois freando uma das rodas que estivesse girando em falso - característica de todo diferencial - a força era transmitida à outra, facilitando a saída do barro. Com este sistema o carro ficava mais leve e econômico do que se tivesse tração nas quatro rodas e a eficiência era quase tão boa quanto. O Xavante logo agradou ao público, por sair da concepção tradicional dos bugues, e ao Exército brasileiro, que fez grande encomenda. Havia uma versão militar especialmente produzida para este fim, o que deu ótimo impulso à produção. Na primeira reestilização, em 1975, as linhas da carroceria ficaram mais retas. O estepe agora ficava sob o capô, mas o ressalto neste anunciava sua presença. Sobre os pára-lamas dianteiros ficavam as lanternas de direção, idênticas às do Fusca. Além do X10, mais simples, existia o X12, versão civil do jipe das forças armadas. O motor era o mesmo 1,6-litro de um só carburador, que fornecia 49 cv e usava a relação de diferencial mais curta do Fusca 1300 (4,375:1 no lugar de 4,125:1). Atrás das portas havia uma pequena grade plástica para ventilação do motor. A velocidade final não chegava a empolgar: fazia no máximo 108 km/h e de 0 a 100 km/h levava penosos 38 s. Mas seu objetivo era mostrar serviço e desempenho com relativo conforto em caminhos difíceis, pouco apropriados a carros de passeio. Sua estabilidade era crítica em ruas de asfalto ou paralelepípedo. Nas pistas, ruas e estradas era melhor não arriscar nas curvas. O jipe gostava mesmo de lama, terra, água, neve, praia, montanha e floresta, que eram seu hábitat natural. Era fácil de estacionar, de dirigir e de domar. Por causa de todo o conjunto muito robusto, era um veículo barulhento para o dia-a-dia. Em 1974 a Gurgel apresentava um pioneiro projeto de carro elétrico. O Itaipu, alusão à usina hidrelétrica, era bastante interessante: ótima área envidraçada, quatro faróis quadrados e um limpador sobre o enorme pára-brisa, que tinha a mesma inclinação do capô traseiro. Visto de lado, era um trapézio sobre rodas. Era um minicarro de uso exclusivamente urbano para duas pessoas, fácil de dirigir e manobrar, que usava baterias recarregáveis em qualquer tomada de luz, como um eletrodoméstico. Ele teria tudo para dar certo se não fosse os problemas a com durabilidade, capacidade e peso das baterias, o que até hoje ainda é um desafio. Um dos modelos elétricos se chamaria CENA, carro elétrico nacional, nome que ressurgiria no projeto do BR-280/800, com o "E" representando econômico". Em 1976 chegava o X12 TR, de teto rígido. Suas linhas estavam mais retas e ainda transmitiam respeito; continuava um utilitário bastante rústico. Os faróis redondos agora estavam embutidos na carroceria e protegidos por pequena grade. Na frente destacava-se o guincho manual com cabo de 25 metros de extensão, por sistema de catraca, para situações fora-de-estrada. Na traseira, sobre a pequena tampa do motor, havia um tanque de combustível sobressalente de 20 litros ou, como alguns gostavam de chamar, camburão. Era um dispositivo útil e bem-vindo para as aventuras fora-de-estrada. Na frente, o pequeno porta-malas abrigava o estepe e o tanque de combustível de 40 litros. Para as malas havia quase nenhum espaço, e o painel, muito simples, continha o estritamente necessário. O chassi Plasteel continuava como padrão, e a fábrica oferecia uma garantia inédita de 100.000 quilômetros. Fato interessante é que todo Gurgel tinha carrocerias originais: o engenheiro nunca copiou nada em termos de estilo, coisa corriqueira hoje em dia entre fabricantes de veículos fora-de-estrada. Em 1979 toda a linha de produtos foi exposta no Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça. Neste evento a propaganda do jipe nacional e o volume de vendas foram muito bons. Em 1980, depois de cinco anos de estudo, outro veículo de tração elétrica, o Itaipu E400, ia para os primeiros testes. Tratava-se de um furgão com desenho moderno e agradável. Sua frente era curva e aerodinâmica, com amplo pára-brisa e pára-choque largo com faróis embutidos. Nas laterais havia somente os vidros das portas e os quebra-ventos; o resto era fechado. O painel era equipado com velocímetro, voltímetro, amperímetro e uma luz-piloto que indicava quando a carga estava por acabar. As baterias eram muito grandes e pesadas, cada uma com 80 kg e 40 volts. O motor elétrico era um Villares de 8 kW (11 cv) e girava a 3.000 rpm máximas. Apesar da potência ínfima, os elétricos conseguem boa aceleração porque o torque é constante em toda a faixa útil de rotações. Tinha câmbio de quatro marchas, embreagem e transmissão. O consumo, se comparado a um carro a gasolina, seria de 90 km/l, mas a autonomia era pequena, de apenas 80 quilômetros. Para recarregar eram necessárias em média 7 horas numa tomada de 220 volts. Devido a este fator, era um veículo estritamente urbano. A velocidade máxima estava por volta de 80 km/h em grande silêncio, uma das grandes vantagens de um carro elétrico é não poluir com gases nem com barulho. Primeiramente ele foi vendido a empresas para testes. Depois da versão furgão viriam a picape de cabines simples e dupla e o E400 para passageiros. O E400 CD (cabine dupla) era um misto de veículo de carga e passageiros, lançado em 1983. Com a mesma carroceria foi lançado um modelo com motor Volkswagen "a ar" e dupla carburação, que tinha a denominação G800. Ele trazia a mesma robustez e muito espaço interno para passageiros. Na versão CD havia um detalhe curioso: três portas, duas na direita e a outra na esquerda para o motorista. Do mesmo lado, atrás, vinha um enorme vidro lateral. Ganhava o passageiro que se sentasse deste lado, pois tinha ampla visibilidade. O G800 pesava 1.060 kg e podia carregar mais 1.100kg, sendo um utilitário valente e robusto. Em 1980 a linha era composta de 10 modelos. Todos podiam ser fornecidos com motores a gasolina ou álcool, apesar de o engenheiro Gurgel combater muito o combustível vegetal. O álcool era subsidiado pelo governo, o que tornava o preço final para o consumidor mais baixo que a gasolina. Esta era a única forma de estimular o uso de um combustível que, pelo menor poder calorífico, resulta em um consumo cerca de 30% maior. O engenheiro achava que seria mais coerente usar essas terras para plantar alimentos para a população do que para alimentar veículos. Mais tarde ele poria fim às versões a álcool na marca. Faziam parte da linha o X12 TR (teto rígido), o jipe comum com capota de lona (que era a versão mais barata do X12), o simpático Caribe, a versão Bombeiro, o X12 RM (teto rígido e meia capota) e a versão X12 M, militar. Este ultimo, exclusivo para as Forças Armadas, já vinha na cor-padrão do Exército, com emblemas nas portas e acessórios específicos. Numa outra faixa de preço havia o monovolume X15 TR de quatro portas,a picape cabine-dupla CD, a versão cabine-simples (CS), o cabine-simples com capota de lona e o Bombeiro. As versões Bombeiro de ambos modelos eram equipadas com luzes giratórias sobre o teto. Outros acessórios específicos também já saíam de fábrica para estas versões. O X15, lançado em 1979, era um furgão com estilo bastante original. Parecia um veículo militar de assalto, um pequeno carro-forte. Logo teria versões picape de cabine simples e dupla. O furgão podia transportar até sete pessoas, ou duas e mais 500 kg de carga. Como os demais, usava a mecânica VW "a ar". Todos os vidros da carroceria, inclusive o pára-brisa, eram planos, sem nenhuma curvatura. Na frente muito inclinada, o pára-brisa era dividido em dois vidros, sendo que um deles, em frente ao motorista, ocupava 3/4 de toda a área frontal na versão militar (na civil os vidros tinham a mesma largura). Nesta versão também havia o guincho, faróis protegidos por grade, pequenas pás afixadas nas portas e capota de lona. Seu ângulo de entrada e saída para enfrentar rampas acentuadas era tão bom quanto o do X12. Tinha um ar muito robusto, com 3,72 m de comprimento, 1,90 m de largura e a altura total de 1,88 m, era um tijolo sobre rodas. Os faróis eram embutidos no largo e ameaçador pára-choque preto. Em 1981, como novidade bem-vinda, os freios dianteiros no X12 passaram a ser a disco e a suspensão dianteira estava mais robusta. Novos detalhes de acabamento também o deixaram mais "luxuoso". Para o X15 era lançada a versão Van-Guard. Atrás dos bancos dianteiros havia dois colchões com revestimento plástico estampado, que combinavam com pequenos armários embutidos. Cortinas nas janelas e até um ventilador completavam o ambiente descontraído. O carro tinha um visual hippie. Na parte externa, faixas triplas e grossas nas laterais e o estepe fixado na traseira com cobertura nos mesmos tons da carroceria. Tinha só duas portas e, nas laterais, um vidro basculante retangular grande. Ideal para quem curtia acampar e programas ecológicos. Nesta versão ele ficou menos sisudo. Também foi lançado o G15 L, picape cabine-simples mais longa (3,92 m) derivado do X15, que podia transportar até uma tonelada de carga. O tanque de combustível era de 70 litros e podia receber outro de mesma capacidade para aumentar a autonomia (vigorava então o absurdo e ineficiente regime de postos fechados nos fins de semana). Além da versão padrão, havia a cabine-dupla de duas ou quatro portas e a furgão. A valente empresa nacional crescia. A fábrica tinha uma área de 360 mil m2, dos quais 15 mil eram construídos. Contava com 272 empregados entre técnicos e engenheiros, que dispunham de assistência médica e transporte. Só era menor em número de funcionários do que a Puma, no que se referia a pequenos fabricantes. Em 1977 e 1978, a Gurgel foi o primeiro exportador na categoria veículos especiais e o segundo em produção e faturamento. Cerca 25% da produção seguia para fora do Brasil. Eram fabricados 10 carros por dia, sendo o X12 o principal produto da linha de montagem. A unidade de negócios era o Gurgel Trade Center, numa importante avenida da capital paulista. Havia um escritório executivo e um grande salão de exposição, além de um centro de apoio técnico aos revendedores. No final de 1981 era desenvolvido o modelo Xef. Com duas portas e três volumes bem definidos, era um carro urbano bastante interessante. Contava com três bancos dianteiros, recurso pouco comum já aplicado no francês Matra Baghera. Mas este ultimo era um esportivo. Três adultos de boa estatura acomodavam-se com dificuldade e o acesso era digno de contorcionistas. O espaço para bagagem era mínimo. Em 1982 o X12 normal seguia seu caminho na produção e nas estradas de terra, lama e areia do Brasil. Com a mesma carroceria mais reta da versão de teto rígido (TR), continuava com o pára-brisa dobrável e a capota de lona presa com botões de pressão. Os retrovisores externos e internos eram fixados na estrutura do pára-brisa. Tudo muito prático e simples. A carroceria agora recebia uma faixa branca que contornava a porta e o pára-lama. As portas eram de plástico reforçado. O pequeno e simpático jipe recebia opcionalmente rodas esportivas, brancas e bonitas, de 14 pol (pneus 7,00 x 14) no lugar das originais de 15 pol. Na versão Caribe a capota e os bancos eram listrados com cores vivas e alegres, que combinavam com a carroceria no mesmo tom, e as rodas brancas eram de série. Em 1983 a versão de teto rígido do X12 recebia uma clarabóia no teto, bastante útil para refrigerar a cabine. Um defeito na versão TR que jamais foi sanado era que sua porta era presa ao pára-lama dianteiro por dobradiças. Qualquer um armado com uma chave Phillips podia desmontar a porta, entrar no jipe para roubar objetos ou mesmo dar uma voltinha com ele. No modelo 1985 as novidades externas eram nova grade, pára-choques e lanternas traseiras. Por dentro o painel e o volante também eram mais modernos. A versão de luxo contava com bancos com encosto alto alem da clarabóia. Na parte mecânica vinham como novidade ignição eletrônica, nova suspensão traseira e diferencial com outra relação, que o deixou mais veloz em rodovias, econômico e silencioso. No mesmo ano a VW introduziu no Fusca a relação 3,875:1 como parte do pacote que objetivava redução de 5% no consumo médio de combustível. Como a Gurgel dependia do fornecimento da VW, a modificação foi estendida ao X12. No ano anterior, a Gurgel lançava o jipe Carajás, outro nome indígena. As versões eram TL (teto de lona), TR (teto rígido) e MM (militar). Versões especiais ambulância e furgão também existiram. Um detalhe que logo chamava a atenção era o grande estepe sobre o alto capô dianteiro, solução inspirada nos Land Rovers que prejudicava a visibilidade frontal. De frente era notável a grade preta com quatro faróis retangulares, iguais aos do Passat. Opcionalmente podia vir com o guincho. O Carajás era um jipão na melhor definição. Chamava a atenção por onde passasse. Tinha duas portas laterais e uma traseira com abertura meio a meio. Sobre o teto, uma clarabóia para ventilar a cabine. Dentro havia um forro duplo do teto, com cinco difusores de ar, dois para os passageiros da frente e três para os de trás - e funcionava bem. Sobre o teto, como opcional, era oferecido um enorme bagageiro. A carroceria, em plástico reforçado com fibra-de-vidro, tinha sempre cor preto-fosco no teto. O detalhe podia mascarar sua altura, mas concorria para aquecer o interior. Os bancos dianteiros, com encosto para cabeça, corriam sobre trilhos e facilitavam a entrada de passageiros atrás. A posição de dirigir era boa só para as pessoas mais altas. O chassi Plasteel também estava presente, junto com o sistema Selectraction. O motor dianteiro de 1,8 litro e 85 cv, refrigerado a água, era o mesmo do Santana e podia ser a álcool ou a gasolina. Depois veio a versão com motor diesel de 1,6 litro e 50 cv, também refrigerado a água e usado na Kombi. Um detalhe mecânico interessante era o TTS. Para transmitir a força do motor para as rodas traseiras, era usado o Tork Tube System, um tubo de aço, com uma árvore de transmissão de aço em seu interior, que interligava o motor dianteiro ao conjunto traseiro de embreagem, câmbio, diferencial e semi-árvores. Uma ótima solução, encontrada pelo fato de o Carajás usar quase todo o conjunto mecânico do Santana, que é de tração dianteira. A caixa de mudanças, entretanto, era de Volkswagen "a ar". O sistema era novidade no país, baseado num transeixo, ou transmissão e diferencial juntos, instalados na traseira de um veículo de motor dianteiro. Mas mostrou-se frágil, pois era muita potência do motor 1,8-litro transmitida para o conjunto traseiro previsto para motores 1,6 refrigerado a ar. A embreagem situava-se na dianteira do veiculo, junto ao volante motor, sendo um defeito relevante, pois a troca de marcha deveria ser feita com um tempo maior em relação a outros veículos, devido a inércia do conjunto TTS com o eixo primário da caixa de transmissão. A suspensão do Carajás era independente nas quatro rodas. Na frente era utilizado o conjunto de eixo dianteiro da Kombi, enquanto na traseira a disposição era de braço semiarrastado com mola helicoidal. Apesar das dimensões e do peso do carro, era confortável, ótimo de curva, de rodar macio e tranqüilo no asfalto ou em terrenos difíceis. Sua capacidade de carga era de 750 kg. Em 1988 eram apresentadas as versões VIP e LE do Carajás. As mudanças eram na porta traseira, agora numa peça só; nas maçanetas, capô e grade frontal, que passava a fazer parte da carroceria. Na VIP as rodas eram cromadas, os vidros fumê, a pintura metálica acrílica e os bancos tinham melhor revestimento. Mas o Carajás era caro para o público e não alcançou o sucesso esperado. Em 1986 o nome do X12 havia foi trocado por Tocantins, acompanhado de ligeira reforma estética. O veiculo passou a apresentar linhas mais modernas, mas ainda lembrando bem suas origens. Ele deixou de ser fabricado em 1989. Devido às exportações para o Caribe, o X12 atrapalhou e encerrou a produção do VW 181, utilitário de conceito similar feito pela filial mexicana da Volkswagen. As relações com a fábrica alemã, que eram ótimas, foram abaladas, mas o próprio Gurgel não queria ficar atrelado à VW a vida toda. Ele queria voar mais alto, e quase conseguiu. Além dos utilitários, Gurgel sonhava com um minicarro econômico, barato e 100% brasileiro para os centros urbanos. Em 7 de setembro de 1987, segundo ele, dia da independência tecnológica brasileira, foi apresentado o projeto Cena, "Carro Econômico Nacional", ou Gurgel 280. Este era o primeiro minicarro da empresa, projetado para ser o mais barato do país. Os motores, de configuração única no mundo, eram como os VW 1.300 e 1.600 cortados ao meio: dois cilindros horizontais opostos, 650 ou 800 cm3 , mas refrigerados a água. A potência seria de 26 ou 32 cv conforme a versão. O carro seria lançado em opções 280 S, de sedã, e 280 M, de múltiplo, com capota removível - restariam, porém, as molduras das portas e vidros laterais, bem como uma barra estrutural do teto. Solução interessante era o porta-luvas, uma maleta executiva que podia ser removida. Com a evolução do projeto, o motor menor foi abandonado e a cilindrada fixada em 0,8 litro, originando o nome BR-800. O motor fundido em liga de alumínio-silício era batizado como Enertron e projetado pela própria empresa. Este motor foi inteiramente pesquisado e desenvolvido pela Gurgel no Brasil, e ainda contou com elogios de marcas consagradas, como a Porshe, Volvo, Citroën e vários especialistas em motores. O avanço de ignição era controlado por um microprocessador (garantido durante cinco anos) e não havia necessidade de distribuidor, pois o disparo era simultâneo nos dois cilindros, idéia aproveitada dos motores Citroën de disposição semelhante. O sistema de ignição era outra patente da Gurgel. O pequeno motor reunia alguns aspectos notáveis. Por exemplo, podia ser levado a praticamente 6.000 rpm sem flutuação de válvula (fechamento incompleto devido à velocidade excessiva), o que o motor VW não tolerava, mal passando de 5.000 rpm. A refrigeração a água com ventilador elétrico funcionava muito bem. A velocidade máxima era de 117 km/h. Gurgel, sempre querendo incorporar avanços, idealizou o motor sem correia trapezoidal para acionar acessórios, como o alternador, visando facilidade de manutenção, preocupação nada desprezível. Para isso, o alternador era acoplado diretamente ao comando de válvulas. Só que devido à rotação do comando ser metade da do motor, o alternador não desenvolvia potência suficiente em várias condições de uso, como todos os acessórios ligados ao dirigir moderadamente. O resultado era a descarga da bateria, uma inconveniência e tanto para o motorista. Assim, a fábrica não demorou para voltar atrás e modificar a montagem do alternador, que passou a receber movimento do motor pela maneira tradicional de polias e correia trapezoidal, e com redução apropriada (cerca de 2:1), resolvendo definitivamente o problema. O BR podia transportar quatro passageiros com relativo conforto e 200 kg de carga. Pesava 650 kg, tinha duas portas e vidros corrediços, o que prejudicava a ventilação da cabine. Para guardar objetos no pequeno porta-malas, abria-se o vidro traseiro basculante, que servia de porta; o acesso não era dos mais cômodos. Ainda assim era melhor do que a solução original de vidro traseiro fixo, em que era preciso acessar aquele compartimento por dentro do carro, como no Fusca. Por outro lado, o estepe tinha acesso muito pratico por fora, em uma tampa traseira. O Governo Federal, num louvável gesto de apoio à indústria nacional, concedeu ao carrinho o direito de pagar apenas 5% de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), enquanto os demais carros pagavam 25% ou mais dependendo da cilindrada. O objetivo de projetar um carro com o preço final de US$ 3000 não se concretizou, o preço acabou ficando por volta de US$ 7000, mas graças ao incentivo fiscal, ainda era cerca de 30% mais barato que os compactos de outras montadoras, a exemplo da época poderíamos citar o FIAT Uno. Lançado em 1988, foi produzido até 1991. De início, a única forma de compra era a aquisição de ações da Gurgel Motores S/A, que teve a adesão de 8.000 pessoas. Sob uma campanha convidativa - "Se Henry Ford o convidasse para ser seu sócio, você não aceitaria?" -, foram vendidos 10.000 lotes de ações. Cada comprador pagou os US$ 7.000 pelo carro e cerca de US$ 1.500 pelas ações, o que se constituiu um bom negócio para muitos - no final de 1989 havia ágio de 100% pelas mais de 1.000 unidades já produzidas. Em 1990, quando o BR-800 começava a ser vendido sem o pacote compulsório de ações, quando parecia estar surgindo uma nova potência (tupiniquim) no mercado automobilístico, o Governo isenta todos os carros com motor menor que 1000cm3 do IPI (numa espécie de traição à Gurgel). Assim a Fiat, seguida por outras montadoras, lançou quase que instantaneamente o Uno Mille com o mesmo preço do BR-800, mas que oferecia mais espaço e desempenho. Tentando reagir a Gurgel lança em 1992 uma evolução do BR-800, o Supermini. Tinha um estilo muito próprio e moderno. Media 3,19 m de comprimento, sendo ainda o menor carro fabricado aqui. Estacionar era com ele mesmo, devido à pequena distância entre eixos (1,90 m) e uma direção leve. Tinha faróis quadrados, grade na mesma cor do carro, duas portas, dois volumes e boa área envidraçada. As linhas eram mais equilibradas que em seu antecessor. A carroceria era em plástico FRP e tinha garantia de 100 mil quilômetros, alta resistência a impactos e, como tradição da fábrica, estava livre da corrosão. Era montada sobre um chassi de aço muito bem projetado e seguro, bem resistente à torção. Os pára-choques dianteiro e traseiro, assim como a lateral inferior, vinham na cor prata. O Supermíni usava o mesmo motor bicilíndrico, só que um pouco mais potente (3cv a mais). Todo o conjunto motriz tinha garantia de fábrica de 30 mil quilômetros. Os vidros dianteiros não eram mais corrediços nem tinham quebra-ventos, e agora havia uma verdadeira tampa de porta-malas. O banco traseiro bipartido possibilitava o aumento da capacidade do porta-malas. O consumo era baixo. Fazia 14 km/l na cidade e, a uma velocidade constante de 80 km/h, até 19 km/l em quarta marcha. Como destaques tinha motor com suspensão pendular, com coxim em posição elevada. A suspensão dianteira já não era mais a Springshock do BR-800 - mola e amortecedor combinados, fabricados na própria Gurgel, que apresentavam enorme deficiência -, mas uma disposição convencional de braços transversais superpostos com mola helicoidal. A traseira era por segmento de feixe de molas longitudinal. A versão SL trazia como equipamentos de série conta-giros, antena de teto, faróis com lâmpadas halógenas e rádio/toca-fitas. Até junho de 1992, 1.500 unidades do Supermini haviam sido vendidas. Pouco depois a Gurgel mostrava o Motomachine, veículo bastante interessante. Acomodava dois passageiros e usava, entre outras peças, o mesmo motor do Supermíni. Tinha para-brisa rebatível, e tanto o teto de plástico quanto as portas em acrílico transparente eram removíveis. Era um carro de uso restrito, feito para a curtição ou o transporte básico nos grandes centros. Poucas unidades circulam e são dignas de apreciação e curiosidade. O próximo projeto, batizado de Delta, seria um novo carro popular que usaria o mesmo motor de 800cm3 e custaria entre US$ 4000 e US$ 6000, mas não chegou a ser fabricado. Gurgel chegou a adquirir todas as máquinas-ferramenta que acabaram não sendo usadas. Atolada em dívidas e enfraquecida no mercado pela concorrência das multinacionais, a Gurgel pediu concordata em junho de 1993. Houve uma última tentativa de salvar a fábrica em 1994, quando a Gurgel pediu ao governo federal um financiamento de US$ 20 milhões, mas este o foi negado, e a fábrica acabou fechando as portas no final do ano. Sem dúvida o grande engenheiro João Gurgel deixou seu legado na indústria nacional. Foi um homem à frente do seu tempo, corajoso e patriota que infelizmente não conseguiu suportar sozinho a concorrência das grandes multinacionais.

sábado, 8 de março de 2014

um pouco sobre a traxx

A Moto Traxx da Amazônia faz parte do China South Industries Group (CSIG), um dos maiores fabricantes mundiais de motocicletas e uma das maiores multinacionais do planeta.Com sede em Pequim, na China, o grupo reúne mais de 70 empresas que atuam em vários segmentos na produção de equipamentos especiais, fotoeletricidade, aço especial, medicina, nova energia, máquina de petróleo, aparelho de combate a incêndio, na produção e venda de miniveículos, de automóveis, de motocicletas (neste segmento é líder de mercado), além de ser atuante na área de pesquisa para o desenvolvimento da indústria da China.A organização tem uma população de 260 mil funcionários exemplares e com boa formação, dentre os quais 40 mil são técnicos e engenheiros profissionais, fomentando a produção de produtos com tecnologia avançada, por baixo custo.A Fábrica da Traxx comemora 7 anos de atuação no Brasil. Com uma estrutura de 7 mil m² e espaço total de 53.000 m² a unidade fabril da Traxx, inaugurada no dia 31 de dezembro de 2007, em Manaus, conta com duas linhas de produção. A linha de motores possui diversos pontos de inspeção, em que são feitas medições com equipamentos certificados, de acordo com os mais rígidos padrões internacionais. A linha de montagem de motos foi especialmente dimensionada para a produção de 100 mil motos por ano. O fluxo de montagem é adequado de acordo com a demanda e conta com os mais modernos métodos de verificação de itens de segurança, níveis de ruído e emissões de poluentes. Na moderna fábrica com a qualidade ISO 9001 são desenvolvidas e produzidos modelos de motocicletas de 50 a 250 cc.O China South Industries Group (CSIG) considera o Brasil um país estratégico, o primeiro a receber o maior volume de aporte e investimentos do grupo e o primeiro e mais importante na América Latina. Sua principal meta é atender ao mercado nacional com produtos de alta qualidade a preços acessíveis e grande estoque de peças de reposição. E assim fazer com que o consumidor brasileiro conheça a força de atuação de uma das maiores fabricantes mundiais de motocicletas.A Traxx aportou no Brasil, muito antes da fábrica, em 2000. Inicialmente, investiu em pesquisas e análises de mercado, aplicadas com a expertise do China South Industries Group, maior e mais famosa fabricante de motocicletas da China, a fim de desenvolver estratégias que atendessem aos anseios do público brasileiro. Em novembro de 2006, em Fortaleza, capital do Estado do Ceará, a sede administrativa da Traxx foi instalada no bairro de Cajazeiras. Atualmente, a área construída de 5.000m² abriga os departamentos de Administração e Recursos Humanos, Finanças, Compras e Importação, Pós-venda, Marketing e Comercial, além de um moderno Centro de Distribuição de Peças e Centro de Treinamento de Revendas. Atualmente, a Traxx mantém um estoque de peças de reposição com mais de 1.500.000 peças, armazenados numa área de 4.000m² e gerenciados pelo sistema WMS (Warehouse Management System), que agiliza o processo de catalogação e pedidos, garantindo o máximo de eficiência na reposição de peças para a rede de revendas da marca.

um pouco da historia do carro

O primeiro automóvel O primeiro veículo motorizado a ser produzido com propósito comercial foi um carro com apenas três rodas. Este foi produzido, em 1885, pelo engenheiro alemão Karl Benz e possuía um motor a gasolina. Chamado de motorwagen (carro motorizado), as primeiras unidades foram produzidas pela empresa do inventor, a Benz & Co., na cidade alemã de Mannheim. Com sistema de arranque a manivela, este primeiro automóvel tinha potência de 0,8 cv, podendo atingir 18 km/h. Outro engenheiro alemão foi de extrema importância nestes primórdios da história do automóvel. Em Stuttgart, Gottlieb Daimler inventou, em 1886, o primeiro veículo de quatro rodas com motor de combustão interna. Sua invenção atingia a velocidade máxima de 16 km/h Evolução Algum tempo depois, uma empresa francesa, chamada Panhard et Levassor, iniciou sua própria produção e venda de veículos. Em 1892, Henry Ford produziu seu primeiro Ford na América do Norte. Os ingleses demoraram um pouco mais em relação aos outros países europeus devido à lei da bandeira vermelha (1862). Esta impunha aos veículos transitar somente com uma pessoa em sua frente, segurando uma bandeira vermelha como sinal de aviso. O Lanchester foi o primeiro carro inglês, e, logo após dele, vieram outros como: Subean, Swift, Humber, Riley, Singer, Lagonda, etc. No ano de 1904, surgiu o primeiro Rolls Royce com um radiador que não passaria por nenhuma transformação. A Europa seguiu com sua frota de carros: na França (De Dion Bouton, Berliet, Rapid), na Itália (Fiat, Alfa-Romeo), na Alemanha (Mercedes-Benz), já a Suíça e a Espanha partiram para uma linha mais potente e luxuosa: o Hispano-Suiza. Após a Primeira Guerra Mundial, os fabricantes partiram para uma linha de produção mais barata, os automóveis aqui seriam mais compactos e fabricados em séries. Tanto Henry Ford, nos Estados Unidos da América, quanto Willian Morris, na Inglaterra, produziram modelos como: o Ford, o Morris e o Austin. Estes tiveram uma saída impressionante das fábricas. Impressionados com o resultado, logo outras fábricas começaram a produzir veículos da mesma forma, ou seja, em série. Este sistema de produção ficou conhecido como fordismo. No caso do Brasil e também em outros países da América Latina, esta evolução automotora chegou somente após a Segunda Guerra Mundial. Já na década de 30, fábricas estrangeiras, como a Ford e a General Motors, colocaram suas linhas de montagem no país. Porém, foi somente em 1956, durante o governo de Juscelino Kubitschek que as multinacionais automotivas começaram a montar os automóveis. Primeiramente fabricaram caminhões, camionetas, jipes, furgões e, finalmente, carros de passeio. Esta indústria foi iniciada pela Fábrica Nacional de Motores, que era responsável pela produção de caminhões pesados. Posteriormente vieram: automóvel JK com estilo Alfa-Romeo, Harvester, Mercedes-Benz do Brasil com seus caminhões e ônibus, a Scania-Vabis e a Toyota. Logo depois, carros de passeio e camionetas começaram a ser fabricados: Volkswagem, DKW-Vemag, Willys-Overland, Simca, Galaxie, Corcel (da Ford), Opala (da Chevrolet), Esplanada, Regente e Dart (da Chrysler). Todos estes veículos, embora montados no Brasil, eram projetados nas matrizes europeias e norte-americanas, utilizando a maioria de peças e equipamentos importados. Diferente de antigamente, hoje o automóvel possui características como conforto e rapidez, além de ser bem mais silencioso e seguro. Nos últimos anos, os carros vêm passando por inúmeras mudanças, e estas, os tornam cada vez mais cobiçados por grande parte dos consumidores. Todo o processo de fabricação gera milhões de empregos em todo mundo e movimenta bilhões de dólares, gerando lucros para as multinacionais que os fabricam. Curiosidades - Foi somente na Exposição Universal de 1889, realizada em Paris, que o automóvel foi divulgado em nível mundial. Antes disso, poucas pessoas conheciam a invenção e o interesse era pequeno e restrito. - Nos primeiros anos do século XX, a maioria dos automóveis produzidos era movida a energia elétrica ou a vapor. Foi somente na década de 1920 que os automóveis com motor a gasolina passaram a ter a preferência dos consumidores. - A primeira corrida de automóveis da história ocorreu em 22 de julho 1894. O trajeto foi entre as cidades francesas de Paris e Rouen. O percurso da corrida era de 125 km. Com participação de 32 automóveis (somente 8 terminaram), a prova foi vencida pelo conde francês Albert de Dion. Porém, por desrespeitar vários regulamentos ele, foi desclassificado. Então, os jurados deram o prêmio aos fabricantes Panhard Et Lavassor e Peugeot. - O primeiro pneu para automóveis foi lançado em 1895 pela empresa francesa Michelin. - O primeiro automóvel chegou ao Brasil no ano de 1893. A grande novidade foi comprada pelo inventor do avião, o brasileiro Santos Dumont. - Comemora-se em 13 de maio o Dia do Automóvel.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Um pouco sobre meu trabalho

Vou contar para voces o por que deste blog. Desde pequeno eu sempre fui viciado em tudo que tinha motor,óleo e graxa, aí quando eu tinha 13 anos o Chevett que meu pai tinha quebrou e agente foi no mecanico amigo da familia,papo vai papo vem eu perguntei para ele se nao estava precisando de um ajudante. trabalhei nesta oficina por um tempo saí de la para fazer um curso de mecanica na Henry Ford que é uma escola Certificada pelo Senai,durou 1 ano este curso. Depois disto trabalhei em algumas oficinas inclusive naquela primeira,agora estou em uma retifica de motores e mecanica em geral que se chama motorpan que fica situada na avenida Jorge bereta pq-erasmo assunçao n°970,se algum dia estiverem com problema no seu carro leve ele la.A mao de obra é especializada eu sou montador de motores refrigerado a agua e faço retifica de bloco e volante de motor,mas quando eu entrei la eu montava apenas motor refrigerado a ar. E foi graças a esta paixao que eu tenho por estas maquinas que criei este blog. Espero que todos estejam gostando do meu trabalho aqui neste blog.

domingo, 17 de novembro de 2013

historia da kombi

A Kombi é um automóvel utilitário produzido pela Volkswagen. É considerada a precursora das vans de passageiros e carga. Sua construção robusta monobloco (sem chassi), suspensão independente com barras de torção, além da excêntrica posição do motorista no carro (sentado sobre o eixo dianteiro e com a coluna de direção praticamente vertical), o tornam um veículo simples e robusto, de baixo custo de manutenção. Sua motorização é um caso a parte: embora os modelos mas recentes possuam motores mais modernos, durante 50 anos o motor que equipou o veículo no Brasil foi o tradicional "boxer" refrigerado a ar, simples e muito resistente. Tal durabilidade geralmente superava em muito a do resto do carro, sendo comum nas ruas brasileiras ver carros totalmente destroçados, porém com o motor rodando perfeitamente. A despeito disso, a Kombi é um carro que, se usado dentro das especificações padrão, pode durar um longo período. Mas em 2013,a Kombi deixará de ser fabricada sendo substituída, possivelmente, pela Transporter T5,mas é chamda de apenas "transporter",dando inovação ao povo do Brasil,mas foi mais conhecida como "nova Kombi". O nome Kombi vem do alemão Kombinationsfahrzeug que quer dizer "veículo combinado" (ou "veículo multi-uso", em uma tradução mais livre). O conceito por trás da Kombi surgiu no final dos anos 1940, ideia do importador holandês Ben Pon, que anotou em sua agenda desenhos de um tipo de veículo inédito até então, baseando-se em uma perua feita sobre o chassi do Fusca. Os primeiros protótipos tinham aerodinâmica terrível, porém retrabalhos na Faculdade Técnica de Braunschweig deram ao carro, apesar de sua forma pouco convencional, uma aerodinâmica melhor que a dos protótipos iniciais com frente reta. Testes então se sucederam com a nova carroceria montada diretamente sobre a plataforma do Fusca, porém, devido a fragilidade do carro resultante, uma nova base foi desenhada para o utilitário, baseada no conceito de chassi monobloco. Finalmente, após três anos passados desde o primeiro desenho, o carro ganhava as ruas em 8 de março de 1950. A kombi se tornou um dos principais símbolos da concultura hippie, de 1960 até hoje O grupo Brasmotor passou a montar o carro no Brasil em 1953 e a partir do dia 2 de setembro de 1957 sua fabricação - o que faz do veículo o primeiro Volkswagen fabricado no Brasil, e o que esta há mais tempo em produção. O Brasil é o único lugar no mundo onde o modelo ainda é produzido. Em 2006 este veículo (modelo T2 Microbus) foi protagonista do filme Little Miss Sunshine,1 sendo que boa parte do filme é passada com cenas neste veículo.2 Tipos de carrocerias A Kombi está (ou já esteve) disponível no Brasil como: Kombi Standard Kombi Luxo ou Especial Kombi Furgão Kombi Luxo 6 portas Kombi Pick-Up (com caçamba de aço) Kombi Luxo Kombi Furgão Kombi Pick-up (com caçamba de aço) Kombi Pick-Up (com caçamba de madeira) Kombi Pick-Up Cabine Dupla (com caçamba de aço) Trailer (feita pela Karmann) Kombi Ambulância Kombi Last Edition A versão Standard veio para o Brasil inicialmente com a designação Kombi - do alemão Kombinationsfahrzeug, refletindo a natureza multiuso desta versão em particular, que poderia ser utilizada como veículo de carga (sem os bancos) ou de passageiros/família (com os bancos). Posteriormente o nome acabou servindo para designar toda a linha no Brasil. Durante a produção no Brasil, a versão Standard apresentou várias configurações, como a atual "Escolar" para doze passageiros, ou Luxo, apresentada nos anos 1950 e 60 como transporte para famílias; este nicho de mercado é hoje ocupado pelas "mini-vans" tais como a GM Zafira e Renault Scenic. Mais recentemente, o tipo "Standard" ganhou o modelo "Lotação", logo após a legalização do uso deste tipo de veículo para transporte público. A versão "Trailer" era uma versão "casa móvel" produzida pela Karmann, baseada no modelo Pick-Up. Um modelo Diesel chegou a ser produzido no Brasil. Utilizava o motor do Passat (atualmente carros de passeio não podem ter motores Diesel no mercado interno), com cilindrada alterada para 1600cc, e um nada discreto radiador montado na dianteira. Aparentemente o radiador não foi bem dimensionado para o layout ou para o tipo de motor, pois o modelo não agradou nas vendas justamente por superaquecer, dentre outros problemas. Todas as versões representadas acima estiveram disponíveis com todas as versões de carroceria - exceto a versão Pick-up, que saiu de linha em 2000, sem jamais terem passado pela segunda reestilização ou terem ganho o motor 1.400cc refrigerado à água, restando apenas as versões standard e furgão. Em uma interessante ironia, detalhes legais não permitem mais o tipo de uso combinado que deu nome ao carro no Brasil - o motorista não pode mais carregar carga num modelo de passeio retirando os bancos, nem carregar pessoas num modelo de carga. Modelos Kombi Samba Na Europa (e na maior parte do mundo) a Kombi (conhecida como "Transporter", "Type 2", "Kombi" ou mesmo "Combi") foi produzida em sua forma tradicional até final dos anos 1970, quando deu lugar a um utilitário de tração dianteira e motor refrigerado a água, que chegou a ser importado para o Brasil sob os nomes "Eurovan" e "Transporter". Curiosamente, foi o único modelo derivado do Fusca a evoluir além do motor boxer refrigerado a ar (isso excluindo o VW Gol, que possuía apenas o motor em comum). Em Portugal recebeu o nome carinhoso de "Pão de forma". Da versão brasileira, entretanto, não se pode dizer o mesmo. A carroceria se manteve basicamente a mesma do modelo original, sendo que a versão vendida entre 1976 e 1996 era uma amálgama entre as "gerações" 1 e 2 da Kombi alemã, única no mundo (como basicamente toda a linha "a ar" da Volkswagen do Brasil). A versão pós 97 na verdade é praticamente o mesmo modelo produzido na Alemanha entre 1972 e 1979 (T2b, Clipper), com porta lateral corrediça, tampa do porta malas mais larga, redução do número de janelas laterais para três em cada lado, além de teto mais elevado, única alteração verdadeiramente "original" feita nessa ocasião. Em dezembro de 2005 ocorreu a mais recente modificação implementada pela marca, com adoção de motorização refrigerada a água e painel semelhante aos automóveis "de entrada" da marca (Gol e Fox). A mudança de motorização, para se adequar aos novos padrões brasileiros de emissões, selou, de forma discreta, o fim do motor boxer refrigerado a ar, que impulsionou vários Volkswagen durante mais de setenta anos. Controvérsias A Kombi é montada no Brasil manualmente, da mesma forma que há cinquenta anos. Embora isso demonstre a viabilidade do projeto original, tal sobrevida se deve muito mais à peculiaridade da economia e sociedade brasileira, onde um anacrônico modelo divide as ruas (e o mercado) com modelos muito mais modernos. Nos anos 70, 80 e 90 a VW adotou uma política de que "em time que está ganhando não se mexe" e evitou adotar mudanças que visem o conforto e a segurança no veículo. A "nova" Kombi Clipper lançada em 1976 não acompanhou a evolução do modelo que era vendido na Europa e EUA e certas falhas de projeto persistiram por anos a fio. Alguns ítens de segurança como freios de duplo circuito, pisca alerta, cintos de segurança, extintor de incêndio, retrovisores externos só foram adotados por pressão e exigencia do órgão de trânsito (Contran). Embora sua robustez e confiabilidade não encontrem adversários a altura, a idade do projeto começa a pesar, seja no tamanho (grande e ultrapassada demais para competir com minivans, pequena demais para competir com as vans atuais), seja no design (a nova grade dianteira do radiador, embora encontre alguma aceitação, certamente demonstra não se harmonizar com o conjunto). Embora altamente popular, o que o futuro reserva para o projeto em sua configuração atual é terreno para muita especulação, mas em função da obrigatoriedade de ABS e air-bags a partir de 2013 é provável que o modelo saia de linha. Breve história no Brasil Escola Técnica Brasmotor 1950: Ano de seu lançamento na Alemanha e inicio das vendas no Brasil, importada pelo Grupo Brasmotor (proprietario da marca Brastemp). Na traseira havia uma grande tampa do motor, que deu origem ao apelido "barndoor" (porta de celeiro). A Kombi era equipada com motor de 1100cc e 25cv. A partida era elétrica (na chave) ou manual (na manivela) 1952: câmbio com 2ª, 3ª e 4ª marcha sincronizada. Vidro traseiro e parachoque traseiro foram adotados. Lançamento da versão pick-up e da versão de passageiros com 15 janelas, apelida de Samba. 1953: Início da montagem no Brasil, com as peças importadas (o chamado "sistema CKD", "Completely Knocked Down) ainda pelo Grupo Brasmotor. 1954: motor 1200cc de 36cv 1956: nova lanterna traseira 1957: A Kombi começa a ser produzida no Brasil no dia 2 de setembro, com 50% de nacionalização de peças. O motor e câmbio ainda era importados 1200cc de 36 cv; câmbio "casca de amendoim" com 1ª seca e sistema elétrico de 6 volts 1959: 06/59 Câmbio de 4 marchas totalmente sincronizado (a Kombi foi o 1º veículo brasileiro com 1ª marcha sincronizada); motor 1200 agora produzido no Brasil; tubos e batentes de proteção nos parachoques; a numeração do chassi passa para a chapa lateral do motor, ao lado da bateria; a manivela de partida também foi abandonada. Linha de Montagem da Kombi 1960: Lançamento da versão "Turismo", adaptada para camping. 1961: 2ª série: Por exigência do Contran, a seta "bananinha" é proibida pois causava acidentes e diversos ferimentos no rosto dos pedestres, em seu lugar é adotado luzes intermitentes na dianteira (o famoso pisca "tetinha") e na traseira (tinha função de lanterna e pisca, pois a luz de freio ficava na tampa do motor); marcador de combustível no painel; encosto dianteiro com 3 posições de ajuste; o modelo "Luxo" agora passa a ser chamado "Especial". 1962: Lanterna traseira "oval" bicolor; vidro traseiro maior 1963: Adoção de vidros curvos nas laterais traseira 1964: novo pisca dianteiro oval 1965: paralama traseiro com vinco; 10 aletas de refrigeração do motor curvadas para fora 1967: Motor 1500cc com 52cv; Lançamento da versão "Pick-up"; bancos individuais na dianteira; limpador de parabrisas de 2 velocidades; rodas aro 14; barra estabilizadora na dianteira; opcional: diferencial blocante para trafegar em terrenos com pouca aderência. 1968: Sistema elétrico de 12 volts; parachoques de lâmina lisa 1970: A Kombi ganha cintos de segurança e extintor de incêndio. 1973: Volante de motor maior e nova embreagem com guia de rolamento; 2ª série: nova chave de seta em plástico. 1974: botões do painel em plástico preto com desenho indicativo de suas funções, retrovisor externo na direita 1975: Filtro de ar "seco" com elemento de papel; portinhola do tanque sem trava 1976: Primeira reestilização, motor 1600cc. Inicialmente a Volks pretendia fazer a reestilização completa, deixando a Kombi nacional com a porta corrediça e as três janelas grandes e cada lado, mas, aparentemente para cortar custos, a fábrica escolheu combinar a frente (com as portas dianteiras) e a traseira (apenas as lanternas) do modelo internacional com a carroceria do modelo nacional, de 12 janelas laterais, tornando assim a carroceria do modelo fabricado de 1976 a 1996 uma exclusividade brasileira. O alternador passa a ser opcional. Modulador de frenagem no eixo traseiro e servo freio. 1978: Adoção de junta homocinética nas rodas traseiras; motor 1600 com dupla carburação 1979: Reforços na lataria garantem maior rigidez estrutural 1981: Início das vendas do modelo com motor Diesel, refrigerado a água e radiador dianteiro. Utilizava o motor Diesel 1,5l que equipava o Passat exportação. Em 1981 os piscas traseiros voltam a ser na cor âmbar (eram vermelhos de 1976 a 1980). 1982: Novo lançamento: Pick-up Kombi com cabine-dupla. 1983: A Kombi ganha freios a disco na dianteira, novas rodas e calotas de perfil plano semelhante ao Fuscão. 1984: Encosto de cabeça e cintos de 3 pontos nos bancos dianteiros. 1992: A Volkawagem adota os primeiros equipamentos antipoluição, como catalisador e cânister. 1997: Segunda reestilização, porta lateral corrediça. Finalmente o modelo ganhava porta corrediça e carroceria semelhante aquela conhecida no resto do mundo, embora o teto elevado em 11 cm seja único do modelo brasileiro. 1998: motor 1600 com injeção eletrônica. 2000: Último ano de fabricação da versão pick-up. 2006: Novo Motor flex 1400cc refrigerado a água, introdução da grade dianteira para o radiador (essa grade é um pouco diferente da grade que já havia sido usada na Kombi a diesel nos anos 80) e painel de instrumentos com novos mostradores semelhantes aos do VW Fox da mesma época. Volkswagen Kombi TotalFlex. 2009: As mudanças são discretas. Há a adoção do "brake-light" (terceira luz de freio) de série na extremidade do teto, e nova grade dianteira levemente reestilizada com novas aletas para refrigeração. 2013: Último ano de fabricação da Kombi. Uma versão especial foi criada com apenas 1200 unidades produzidas.As unidades serão numeradas com placa de identificação no painel. Nas laterais também se destacam os adesivos que identificam a série especial "56 anos – Kombi Last Edition'. Características técnicas Kombi 1200 (1957-1966) Pesos Em ordem de marcha (kg): 1040; Carga útil (kg): 810. Motor 1200 Traseiro, refrigerado ar, boxer Movido a gasolina Cilindrada: 1192 cm³ (1,2l) Potência líquida máxima cv - 36 Desempenho Aceleração de 0 a 100 km/h (s): --- Velocidade máxima (km/h): 94 Kombi 1500 (1967-1975) Primeira carroceria nacional, segunda motorização Motor 1500L Traseiro, refrigerado ar, boxer Movido a gasolina Cilindrada: (1,5l) Potência líquida máxima cv – 52 Desempenho Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 23 Velocidade máxima (km/h): 99 Dimensões externas Comprimento (mm) 4289 Distância entre eixos (mm) 2400; Largura (mm) 1746/1937mm com caçamba Altura (mm) 1909/1884mm com caçamba Pesos Em ordem de marcha (kg): Standart: 1110 Luxo: 1140 Standart 'exclusiva e rara' 6 portas: 1130 Luxo 'exclusiva e rara' 6 portas: 1200 Furgão: 1000 Pick-Up (caçamba): 1140 Carga útil máxima (kg): Standart: 960 (1000 retirando os bancos traseiros) Luxo: 930 Standart 'exclusiva e rara' 6 portas: 940 Luxo 'exclusiva e rara' 6 portas: 650 Furgão: 1070 Pick-Up (caçamba): 930 Kombi Clipper (1976-1996) Primeira reestilização, terceira motorização Motor Traseiro, refrigerado ar, boxer Movido a gasolina (1976-2005) Cilindrada: (1,6l) Potência líquida máxima cv – 58 Desempenho Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 22,7 / 19,0(na versão álcool) Velocidade máxima (km/h): 125 Motor diesel Primeira reestilização, motor alternativo Traseiro, refrigerado a água, em linha Movido a Diesel (1981-1985) Cilindrada: (1,6l) Potência líquida máxima cv – 50 Desempenho Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 30,26s Velocidade máxima (km/h): 111,3 Consumo médio (km/l): 8,95 Kombi Carat (1997-2005) Segunda reestilização, terceira motorização Motor Traseiro, refrigerado ar, boxer Movido a gasolina (1976-2005) Cilindrada: (1,6l) Potência líquida máxima cv – 65 Mostrada no Salão do Automóvel de São Paulo de 1996, esta Kombi Carat exibia as modificações previstas para toda a linha Kombi 97, entre elas o teto mais alto e a porta lateral corrediça. Além disso, essa versão Carat, desenvolvida para fazer frente às vans coreanas que invadiam o mercado na época, trazia um acabamento mais elaborado e um motor AP 1.8 refrigerado à água, montado na traseira. Meses mais tarde a versão Carat fez-se disponível no mercado, porém ainda movida pelo velho motor boxer 1600 refrigerado a ar. Desempenho Aceleração de 0 a 100 km/h (s): 22,7 / 19,0(na versão álcool) Velocidade máxima (km/h): 120 (no gás natural) Kombi Carat com refrigeração a água (2006-2013) Modelo 2006, novo motor 1,4l Flex Modelo 2006, novo painel de instrumentos Dimensões externas Comprimento (mm) 4505; Distância entre eixos (mm) 2400; Largura (mm) 1720; Altura (mm) 2040. Compartimento de carga Volume (módulos VDA) (litros): Até nível do encosto traseiro - 1405; Até nível do encosto dianteiro - 2880; Atrás do banco dianteiro até o teto - 4806. Pesos Em ordem de marcha (kg): 1297; Carga útil máxima (kg): 1000. Motor Traseiro, refrigerado a água (EA 111), movido a álcool, gasolina ou ambos em qualquer proporção (Flex) Cilindrada: 1390 cm³ (1,4l) Potência líquida máxima (Kw(cv)/rpm) G - 57 (78) / 4800, A - 59 (80) / 4800 Torque líquido máximo (kgfm/rpm) G - 123 (12,5) / 3500, A - 125 (12,7) / 3500 Desempenho Aceleração de 0 a 100 km/h (s): G - 22.7, A - 19.8 Velocidade máxima (km/h): 131